sábado, 24 de dezembro de 2016

FIM DE ANO, FIM DO MUNDO? OU RECOMEÇO?



É chegada a hora de renascer, de fazer da esperança uma ferramneta de empoderamento, reconhecer o nosso potencial transformador. Temos que re-existir, buscar novos caminhos em meio ao caos, pois deixar de caminhar não fará a lama secar muito menos os muros caírem, acreditar no futuro é dar sentido ao presente. Precisamos tratar das feridas do mundo, mesmo que elas não cicatrizem nunca ao menos serão simbolos profundos, nos lembrando sempre de como é importante previnir que novas chagas nos perfurem o peito e crucifiquem a alma.

Talvez mais do que nunca, ter esperança hoje seja um ato de coragem, rebeldia, trangressão e luta!







quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

FLORILÉGIO


EU SOU VOCÊ 
OUÇA O BRADO QUE RESSOA
A DIZER EM UNÍSSONO
QUE AQUILO QUE NOS UNE
É O SONHO DE SER 
SER, O QUE DE FATO SOMOS 
ENTÃO SEJA MAIS E NÃO SOMENTE
POR QUE EU TAMBÉM
 SOU VOCÊ!   




Recentemente tive o privilegio de participar da antologia do grupo Poesia Santa Cruz, não como poeta evidentemente, mas contribuindo humildemente com três desenhos meus, criados em períodos diferentes com características bem distintas entre si apesar da mesma linguagem, tentei com eles evocar o espírito plural e agregador do grupo, bem como da própria antologia.
Na era da falsa liberdade, fruto do suposto anonimato virtual, é louvável estar ao lado de quem usa as redes sociais para se mostrar, mas de maneira tão nobre, através da poesia! Usando likes, posts e versos para tentar humanizar nossas relações tão difíceis, para alem dos “textões” opinativos ou dos grunhidos reacionários em CAIXA ALTA, o exercício da poesia coletiva trouxe a todos os integrante e/ou leitores a possibilidade de conviver pacificamente com a transtextualidade da vida, pois todos ali são poetas e muito mais... Poetas jovens, poetas pós-doutores, poetas mães, poetas gays, poetas desempregados, poetas carecas, poetas belos, poetisas livres, poetas sarados e outros nem tanto...
Em fim, humanos! Que fazem da poesia ferramenta para estimular as sutilezas da alma, aquelas coisas bonitas e sem nome definido que fazem a gente dormir em paz.


Muito obrigado aos organizadores da antologia, todos os integrantes do grupo e principalmente aos incontáveis leitores e leitoras que dão vida a iniciativas como esta! 

Quem quiser saber mais sobre o coletivo segue o link, recomendo vivamente!

E aqui você pode adquirir um exemplar da sensacional antologia!



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

FENESTRAÇÃO




Foi na alcova fenestrada, 
que fui de flor à fera.

Elevados no roseo da escada,
sentimos o velho eco da bela era.

Desejos, foto e palavra, não ouvida, nem falada...
Úmido abraço, delícia de quem não espera!

No banho palaciano, a vista vidrada luzia a pele marcada.
Sons e sinais, da refrega estranha e da volúpia sincera!

E lá se foi, depois da despedida engasgada.
Ao esvaziar o ar do seu cheiro, anulou minha primavera.

Depois das reflexões embaçadas, mais nada.
E foi ali, naquela feliz alcova fenestrada,
que me fiz, ao ver a chuva na matriz,
mais comum e humano, do que eu era.